Os desafios da educação a distância

      No Brasil, a pandemia do novo Corona vírus foi uma surpresa inesperada que ocorreu no ano de 2020, trazendo consigo a necessidade de que fosse decretado o isolamento social em todo o território nacional. Diversas mudanças precisaram ser estabelecidas em diferentes setores da sociedade, como por exemplo no comércio, que precisou ser em grande parte fechado por questões de segurança; no âmbito social, quando foram proibidas todas e quaisquer aglomerações; e, consequentemente, na educação.

    Nos últimos anos, a educação a distância passou por um exacerbado crescimento em nosso país, tornando-se um dos meios cada vez mais procurados de aprendizado, em especial pelas pessoas que nem sempre podem sair de suas casas durante o dia para ir até uma instituição de ensino presencial. De acordo com o site Educa Mais Brasil, em 2019, foram mais de 1,4 milhão de alunos no EAD, 52% do total de matriculados. A tendência era que esse número fosse se tornando cada vez maior no decorrer dos anos, por questões como a facilidade de acesso, o desenvolvimento tecnológico, o crescente acesso à tecnologia por parte das populações carentes, a distância entre o aluno e a instituição de ensino, entre outros fatores.

    No entanto, com a necessidade do isolamento social, qualquer possível previsão em relação ao crescimento do número de alunos matriculados no ensino a distância no decorrer dos anos teve que ser descartada, uma vez que, com a quarentena, a grande maioria das instituições de ensino do país já tenham sido levadas à recorrer ao EAD para que o ano letivo pudesse continuar sem ser interrompido pela pandemia.


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    Entretanto, como qualquer inovação, a adoção do método de ensino a distância demandou que alunos, pais, professores e quaisquer outras pessoas e instituições que estivessem relacionadas ao ensino presencial precisassem rapidamente se adaptar ao novo modo de ensino. Para muitas dessas pessoas, a adaptação não aconteceu de forma fácil ou natural. Uma prova disso foi mostrada na pesquisa realizada pelo Instituto Península, na qual 83% dos 7.734 professores entrevistados em todo país alegaram não se sentirem preparados para dar aulas online. Os educadores tiveram que, de uma hora para outra, bater de frente com a tecnologia e arrumar métodos e equipamentos diversos, mesmo sem terem nenhum contato prévio ou capacitação profissional com o mundo tecnológico, e até mesmo transformar um dos cômodos de suas casas praticamente em um estúdio de gravação, sem terem sido levados em conta seus emocionais, condições financeiras, inseguranças, cargas horárias excessivas, famílias, etc.


Pandemia é mais um obstáculo à educação brasileira - Região - Diário de  Cachoeirinha


    Da mesma forma, os alunos foram pegos de surpresa e tiveram que lutar para se adaptarem ao novo método de ensino, além de terem sido obrigados a reformular suas rotinas por completo. A questão da desigualdade social foi também um grande empecilho na vida de muitos alunos e professores, já que nem todas as escolas puderam aderir ao sistema das aulas online, e, mesmo que tenham aderido, muitos não tiveram uma condição financeira capaz de assegurar os gastos com dispositivos eletrônicos e internet de qualidade suficiente para estudar de forma virtual.





    Outro ponto de extrema importância é a saúde mental dos jovens durante o isolamento social causado pela pandemia do novo Corona vírus. A mudança da rotina, o medo, as incertezas, a solidão, a distância da escola, a intensificação de problemas de relacionamento em casa, entre tantas outras alterações que passaram a fazer parte do nosso dia a dia, foram e ainda são fatores que contribuem para que os jovens tenham suas saúdes mentais abaladas neste período, e as cobranças e demandas do ensino a distância deram um acréscimo significativo à raiz do problema, tornando ainda mais comuns e prováveis as crises de ansiedade, o estresse excessivo e a depressão no período de isolamento.


Premium Photo | Asian male student is tired and stressed for preparing for  the exam


    Desse modo, é necessário que o cuidado tomado com a educação a distância seja redobrado, já que tudo indica que esse método de ensino, inicialmente previsto em maior escala apenas para o futuro, já tenha se tornado uma realidade contemporânea e que, assim como o home office (trabalho em casa), tenha vindo não apenas como uma válvula de escape para o isolamento social, mas também como um método realmente eficaz e que, com os devidos cuidados e adaptações, será uma prática indispensável no futuro; Será, na educação, o novo normal.


Obrigado pela leitura! Espero ter adicionado um pouco de informação ao seu dia.

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